sexta-feira, 29 de maio de 2009

“Patachu, O Gato Matreiro”

PROJECTO DE ESCRITA COLABORATIVA
das turmas de 1º Ano

-Patachu, foste tu que entornaste o aquário?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir no armário.


-Patachu, foste tu que rasgaste o reposteiro?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir no roupeiro.

-Patachu, foste tu que roubaste a mortadela?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir à janela.


-Patachu, foste tu que estragaste a sardinheira?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir na cadeira.



-Patachu, foste tu que me partiste a jarrinha?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir na salinha.

-Patachu! Patachu!
Dissimulado. Marau.
Ponha-se na rua
ou dou-lhe com um pau.

Acabou-se a boa vida,
almofadinhas, carapau
e mimos, boa comida,
açorda de bacalhau….

Acabou-se e toca a andar.
A andar e a correr.
Vá, vá vadiar.
Nunca mais o quero ver.


Então o Patachu, todo veludo,
miou para mim:
-Fui eu que fiz tudo,
mas não volto a fazer.


Com estas falas assim
que há-de um coração dizer?
Deixei entrar o malandrim
e fui buscar um besugo
que estava a cozer.


António Torrado
“À esquina da Rima Buzina”
Depois de termos explorado este poema com os alunos, recriamos apenas uma estrofe, completando-a com uma palavra que rime.
Original:
-Patachu, foste tu que me partiste a jarrinha?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir na salinha.
Versão recriada:
-Patachu, foste tu que me partiste a jarrinha?
-Eu? Nem por sombras
Estava a dormir na caminha.
Este trabalho foi feito por todas as turmas de 1º Ano.
Cada turma, alterou a sua estrofe.
Mais tarde, apresentaremos como ficou o nosso poema: "Patachu, O Gato Matreiro"

3 comentários:

Anónimo disse...

gostei de ver o meu desenho.
Andre FILIPE

Anónimo disse...

O Duarte e o Henrique ficaram todos orgulhosos de ver o pão do avô na "Net". "Modernices", dirá o avô... Que fica sempre satisfeito quando alguém elogia o seu pão de forno de lenha!
Ainda bem que gostaram!

Ana Ribeiro, a mãe do Henrique e do Duarte

Anónimo disse...

Nós, 4º ano - D também queremos partilhar com vocês que também tivemos um pãozinho do avô do Duarte e do Henrique. É muito gostoso, já vimos a come-lo desde o ano passado.

Prof. Carmo e alunos

Fernando Pessoa

Fernando Pessoa
Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes,
mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo.
E que posso evitar que ela vá a falência.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver
apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e
se tornar um autor da própria história.
É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar
um oásis no recôndito da sua alma .
É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.
Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos.
É saber falar de si mesmo.
É ter coragem para ouvir um 'não'.
É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta.
Pedras no caminho?
Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
(Fernando Pessoa)